TEU PORTO

Por terra adentro fui, por mar afora
por campinas, montanhas e desertos.
Em noite escura andei, por céus incertos
e por sendas buscadas desde outrora.
Sem vislumbrar os portos, encobertos
em meio ao nevoeiro que apavora
não desisti da luz, daquela aurora
aberta aos olhos que mantive abertos.
Ouvi trovões, relâmpagos eu vi
cegando as esperanças das retinas
de tanto procurar já fatigadas.
E então, nos encontramos e por ti
dei um adeus às horas peregrinas
e me livrei de dúvidas e estradas.

Em 21 de outubro de 2017