OUTRORA A NAÇÃO FUTURA

Uma cidade outrora era um primado
de sonhos, de quintais e de varandas.
Não era, como agora, o apostolado
dos medos e visões abominandas.
Havia-lhe um pulsar de recatado
respeito por histórias venerandas
e o futuro era um sonho acalentado
por gerações, heranças memorandas.
Havia, no trajeto desde a escola
de volta ao lar singelo, à portinhola
do alpendre, a ingênua e incomum ventura
de proferir um nome descoberto
na última aula, um nome outrora perto
do sonho infante da nação futura...