O SILÊNCIO DOS NÁUFRAGOS

Os navios submersos
se despedem dos espantos
da extravagância dos versos
das lamentações dos cantos.

Naufrágio de almas e corpos
em fundas evocações
dos itinerários tortos
de desvalidas canções.

Espumas como mortalha
de afogados insepultos
sem ladainhas... Que valha
o silêncio dos seus vultos.