CONSTANÇA

Lira plangente, a de Ovídio Naso
cantou a Arte de Amar n’As Tristes horas...
Achou no Ponto Euxino o seu Parnaso
e despertou em gélidas auroras.
Tomis, a grega cidadela, acaso
acolheu ao poeta sem demoras
e ali encontrou Ovídio o seu ocaso
à míngua das palavras mais sonoras
da fala de Sulmona, pois o Lácio
não havia dado ainda a sua língua
àquelas regiões do povo trácio.
Tenta em dácio escrever e isto desenha
a sorte que o seu póstero adivinha:
O arcano dos poetas da Romênia.
 

Em romeno: SOB ESTA PEDRA JAZ OVÍDIO, O CANTOR
 DOS AMORES SENSÍVEIS, MORTO PELO SEU TALENTO.
Ó TU, QUE PASSAS POR AQUI, SE AMASTE UMA VEZ
REZA PARA QUE A ELE SEJA O SONO CALMO!