RIO DE JANEIRO

Na Cidade de Sam Sebastiam
pensou-se haver um rio, num janeiro.
Quem ousou contemplá-la por primeiro
foi contemplado por uma ilusão.
O pai de Arariboia e o seu irmão
cismaram ao luar, sob o Cruzeiro
a cintilar no azul alvissareiro
vislumbrando do céu a sagração.
Porque o Rio é mais que bossa nova
mais que o riso ou o lamento que há no samba:
quem da cidade a maravilha prova
e eleva o olhar ao Christo Redemptor
tem a visão que do alto céu descamba
e se inunda de luz, seja quem for...