SALVADOR

Ergueu-se nesta praça o Pelourinho
altar de imolação... aqueles tempos!
Cidade da Bahia, eu te adivinho
carregada de negros sofrimentos.
Prostíbulos, mosteiros, mansas barras
e uma lagoa escura que se perde
no azul entrecortado dessas praias
onde balouçam coqueirais em verde.
Nas igrejas, as horas se amortecem
e uma brisa lhes pede que regressem
aos tempos de sermões e palavrório.
Mais o que se ouve é um ancestral clamor
e o barroco perfil de Salvador
espia no alto a lua de Gregório...