ALBA


Quando pousares a tua branda face
a ver se dormes, lembra aquelas horas
de paixão sob a lua de trespasse
num céu violeta... pensa nas auroras
mensageiras do dia que renasce
para as horas mais íntimas que adoras
qual fora para sempre, não passasse
na alba alegre das sílabas canoras.
Pensa, que estou à espera do momento
de ver-te devolvida aos meus abraços
à luz da lua ou à lâmpada do quarto.
Pousa a face a dormir, que eu me contento
em saber que a quentura dos teus braços
promete um alvorecer de beijos farto.