AQUELA MANHÃ


Era manhã e um córrego escorria
suas tímidas águas de cristal.
O céu, alto e azul, oferecia
a sua bênção, sempre inaugural.
A viagem ao outrora se inicia
na cantiga dos pássaros, no umbral
do templo mais que amplo e natural
em que se escuta airada melodia:
a canção melancólica do vento
perpassando os extensos carnaubais
das largas várzeas de Parapuã.
Outra viagem faço, no momento
em que retorno ao tempo nunca-mais
desta distante e mística manhã.