SONETO DO CADERNO AVANTE

Pela memória épica e tremenda
um menino evadido, rude e terno
chega e me pede que eu ainda entenda
as lições que anotou em seu caderno.
Em geografia atávica, a contenda
dos ancestrais desenha e o superno
valor das suas lides: a legenda
da página que leu de amor eterno.
O menino de outrora chega e diz
que um pátria aprendeu dessemelhante
desse estranho e robótico país.
Mestre-aprendiz, este sisudo infante
traz-me de volta o quadro-negro, o giz
e a dignidade do caderno Avante!