SENTIMENTO DO ABOLIDO

O alpendre, a vereda, a jandaíra
as piabas, as chuvas-do-caju...
Alpargatas antigas, fumo, embira
a janela encardindo o cumaru.
Som do último aboio que se estira
nos arreios da tarde em couro cru.
Espingarda em desuso, alça sem mira
nas pegadas sutis do tejuaçu.
A terra interior em desalento
diante da cara alheia da cidade...
A buzina ferindo a cor do vento.
A hora do sino, hoje só saudade
do menino de outrora, testamento
daquele verso: resistir, quem há-de?...