Praça da Capela de Santa Luzia, no Espinho, onde uma noite eu quase virei cantador de viola.




GEMINANDO O ESPAÇO DO TEMPO

Era o céu de silêncio com brisas azuis
eram luas de fogo, era o fogo do dia.
Eram os sons da quermesse, a festa de luz
eram trêmulos beijos, quentura e mão fria.
Eram tardes de chuva, setembro e cajus
era a música alegre a triste melodia.
Eram pés (travessura), soltos braços nus
eram frutos alheios roubada alegria.
Foi o tempo dizendo presente depois
foi o hoje chegando depressa demais
foi lembrança ficando do tempo que foi.
É o tempo dos sonhos que não se desfaz
é o sonho outro sonho, ou um que são dois
é memória do sempre vivendo o jamais.